segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Em meus 16 anos, doce 16.
Sou uma pessoa muito temperamental, antipática e às vezes muito amarga.
Mas por favor, sem criticas, poupe-me de suas palavras, não mereço nem a metade delas.
Talvez a vida tenha sido bondosa demais comigo, mas não tenho certeza se ainda guardo alguma doçura dela.
Sei que reclamo de barriga cheia, estou ciente disso.
Mas a uma simples mortal é dado o direito de ser um pouco egoísta.
E em algum momento, vou pedir-lhe que me deixe em paz.
Vou me afastar, e todos vão ficar me perguntando o que tenho.
Mas peço-lhe novamente que respeite esse momento, eu preciso muito dele.
Talvez a saudade que guardo seja um veneno letal, e sinto que me devora aos poucos, e sinto novamente nada poder fazer diante disso.
Já vivi intensos amores, mas creio que perdi o apetite por dor, cansei de ser masoquista. O amor dói.
Nova demais, amarga demais. Sim, talvez seja essa a explicação por minha paixão por chocolates.
Eu vejo os segundos passando, e as horas, e os dias, e só.
Já faz algum tempo que tenho poucas horas de vida, em um mês inteiro.
E não consigo esquecer o gosto, daquele sorriso em seus lábios.
Agora entendo, coisas que antes não entendera.
Entendo que há palavras que nunca devem ser ditas a um coração que sonha.
Vejo que já machuquei muitas pessoas por causa desse meu terrível egoísmo, e temo que ele ainda permaneça em mim.
Aqui continuo Eu, tentando descobrir o que é realidade, e - sabendo o que importa verdadeiramente- tentando buscar minha felicidade. Sei que ela existe - sim, eu já a provei.
Espero ler isso futuramente e rir bastante, e dizer a mim mesma, que valeu a pena continuar.
Eu chorei um pouco, e também morri um pouco, mas ainda estou aqui.
Mas não posso voltar atrás, tentarei mudar, prometo.
Kamila Garcia
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